Por Redação Insight · Editor responsável: Werner Jacob.
A AMD registrou US$ 8,5 bilhões em receita de data centers no terceiro trimestre de 2026, alta de 97% em relação ao mesmo período do ano anterior. O balanço saiu em 3 de novembro e voltou à discussão no X no dia 5. Para entender o tamanho do salto, vale começar pela receita total da empresa: US$ 13,4 bilhões.
Pelos valores arredondados divulgados pela AMD, data centers responderam por cerca de 63% desse total. Esse cálculo ajuda a enxergar a dimensão dos servidores no negócio. A divisão inclui processadores e aceleradores, com usos que vão além de treinar ou executar modelos de IA.
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Quais chips puxaram o resultado?
O comunicado da AMD atribui o crescimento a uma combinação de demanda pelos processadores EPYC e ao lançamento dos aceleradores Instinct MI450. Os EPYC executam tarefas gerais de servidor. A linha Instinct é voltada a cargas que usam processamento acelerado, como aplicações de IA e computação de alto desempenho.
O outro lado do balanço dá contexto. A receita da divisão que reúne computadores pessoais e jogos caiu 8% em comparação anual, para US$ 3,7 bilhões. Dentro dela, o negócio de cliente cresceu 7%. Portanto, a evolução do grupo como um todo e a de uma linha específica podem seguir direções diferentes no mesmo trimestre.
A AMD está tomando o mercado da Nvidia?
O balanço confirma que a AMD vendeu mais em seu próprio segmento de data centers. Para medir ganho de participação frente à Nvidia, seria preciso delimitar o mercado e comparar dados equivalentes das duas empresas e dos demais fornecedores. Misturar CPU de servidor, acelerador e receita total da divisão produz uma comparação enganosa.
O que dá para observar já é relevante. Mais fornecedores disputam espaço na infraestrutura de quem vende computação em nuvem e executa modelos. Para uma empresa que compra essa capacidade, a comparação passa pelo preço, pelo prazo de disponibilidade e pela compatibilidade do software com o hardware. Uma aplicação que depende de bibliotecas específicas pode custar tempo de adaptação mesmo diante de uma oferta de máquinas mais barata.
Para quem usa IA no marketing, um modo de traduzir essa disputa é perguntar quanto custa produzir um resultado utilizável. Um modelo pode baratear uma etapa, enquanto a revisão ou a conversão do material para outro formato continua levando o mesmo tempo. Por isso, a receita de uma fabricante de chips é uma pista sobre a oferta de infraestrutura, enquanto a fatura do seu serviço segue as condições do seu provedor.
O Insight já abordou a discussão sobre memória RAM e data centers em torno de Sam Altman. Em outro extremo do uso dessa infraestrutura, veja o custo de uma rodada de pesquisa de segurança em Linux com IA.
Fontes: balanço trimestral da AMD, de 3 de novembro e publicação no X que repercutiu o resultado em 5 de novembro.
Capa ilustrativa gerada no Hugging Face com Z-Image Turbo.