A Anthropic foi de 2.500 para mais de 30 mil mudanças de código por dia e trocou o git por um sistema próprio; o que ela diz ter ganho

WERNER JACOB
WERNER JACOB Cargo: CEO - Insight Marketing Digital
MBA Marketing Digital FGV
Última atualização:

Por Redação Insight · Editor responsável: Werner Jacob · Atualizado em 7 de novembro de 2026.

A Anthropic diz que passou de cerca de 2.500 mudanças de código incorporadas por dia, em maio de 2026, para mais de 30.000 por dia em setembro, e que o git virou o gargalo. A empresa construiu um sistema próprio de controle de versão, o Scion, e migrou o repositório principal em cinco meses. Os números são da própria Anthropic, e ela afirma que o Scion não serve para uso geral.

O relato está no blog de engenharia da empresa, publicado em 13 de outubro e atualizado em 15. Ele mostra o que muda quando agentes de IA escrevem a maior parte do código.

Por que o git virou problema?

A Anthropic explica que o git foi pensado para trabalho distribuído e offline, com cada cópia carregando o repositório inteiro. No caso dela, quase todos os clientes são agentes e tarefas automáticas que estão sempre conectados, então esse desenho passou a atrapalhar.

Medida (segundo a Anthropic) Valor
Mudanças incorporadas por dia, em maio de 2026 cerca de 2.500
Mudanças incorporadas por dia, em setembro mais de 30.000
Histórico do ramo principal quase 100 GB
Cópia de trabalho compactada mais de 25 GB
Checkouts de código por dia, só para testes automáticos cerca de 25 milhões
Tráfego diário se fosse buscado de forma simples mais de 600 PB

No pico, a empresa operava centenas de espelhos internos do git. Isso ganhou tempo, mas ficou difícil de manter à medida que o ritmo de mudanças crescia.

O que é o Scion e o que ele entregou?

É um sistema em que o servidor responde às perguntas sobre histórico, autoria de linhas e junção de mudanças, enquanto o cliente guarda só um cache limitado e monta os arquivos no disco. Em muitos casos, tarefas automáticas nem precisam de uma cópia local do repositório.

Segundo a Anthropic, a infraestrutura do Scion é 200 vezes menor, em CPU e memória, do que a dos espelhos de git que ela substituiu. Os checkouts de testes e pesquisas ficaram duas ordens de grandeza mais rápidos (segundos em vez de minutos), e só os testes automáticos ganharam 25% de capacidade de CPU. Cada camada do sistema tem taxa de acerto de cache acima de 99%.

Quem construiu e como o Claude entrou

Uma equipe de sete pessoas construiu o Scion, a ferramenta de revisão de código Antique e outros sistemas relacionados, e concluiu a migração em cinco meses, enquanto o volume diário de código incorporado crescia dez vezes. A Anthropic conta que o Claude Mythos Preview reescreveu, sem instruções adicionais, o pipeline de ingestão feito à mão: a versão nova usou 20 vezes menos memória e foi 4 vezes mais rápida.

Os engenheiros dizem que hoje consideram o Claude melhor que eles em escrever código, mas continuam decidindo a arquitetura e dizendo “não” quando o agente viola restrições do sistema. A equipe ainda revisa todos os pedidos de mudança, mas olhando a intenção, não cada linha.

O que a Anthropic diz que não é

A própria empresa afirma que o Scion não é um substituto geral do git: só faz sentido para repositórios enormes, com dezenas de milhares de engenheiros ou enxames de agentes escrevendo código. Ela também diz que seu gasto interno com tokens está muito acima do que outras empresas gastariam e que não pretende oferecer o Scion como produto.

A Anthropic prevê que esse tipo de problema ficará mais comum nos próximos seis a doze meses, e propõe que plataformas de git adotem partes das ideias, como servidores mais capazes e protocolos de negociação diferentes. É uma previsão da empresa, não um fato.

O que as fontes não dizem

  • Não há verificação independente dos números.
  • O post não informa o custo da migração nem a taxa de erros de código gerado.

Nota de transparência: a Anthropic é a empresa por trás do Claude, modelo de IA que apoiou a redação deste texto. A conferência dos fatos e a revisão são da Redação Insight, com base no texto original.

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Fontes

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